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	<title> &#187; Viver Bem</title>
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		<title>Alimentação é saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 16:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricaspbr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viver Bem]]></category>

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		<description><![CDATA[As guloseimas e delícias do fast-food – o “paraíso” dos alimentos cheios de açúcar, de gordura animal, de embutidos e enlatados – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>As guloseimas e delícias do fast-food – o “paraíso” dos alimentos cheios de açúcar, de gordura animal, de embutidos e enlatados – podem dar água na boca na hora que estamos com fome, mas ficar longe delas e alimentar-se adequadamente pode nos proteger de várias doenças</em></p>
<p>Muito já se falou sobre a influência da alimentação na nossa saúde e sobre o quanto ela é fundamental para o desenvolvimento das crianças. Porém, quando entramos na idade adulta, muitas vezes nos esquecemos disso. Alimentação equilibrada é sinônimo de saúde, e é essencial que esse preceito básico nos acompanhe sempre. “Ao longo da vida, as necessidades nutricionais modificam-se e passam por alterações de acordo com a idade, estilo de vida e metabolismo”, explica Natália Leonetti, nutricionista oncológica do Hospital A.C.Camargo. “Com isso, uma alimentação saudável é baseada em alimentar-se de forma equilibrada para que os adultos mantenham o peso ideal e as crianças se desenvolvam”.</p>
<p>Uma alimentação equilibrada pode garantir uma vida saudável, evitando doenças como a obesidade, a diabetes e o câncer. É essencial que se coma de tudo um pouco, sem exageros. “Uma dieta equilibrada deve ser composta de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e minerais. Para isto, necessitamos de uma dieta variada que contenha todos os tipos de alimentos, sem excessos e sem exclusões”, ensina a nutricionista. “Por isso, é importante lembrar que as dietas da moda muitas vezes não vão de acordo com o conceito de alimentação saudável, justamente por excluir totalmente alguns grupos de alimentos”, alerta Natália Leonetti.</p>
<p>Na correria do dia a dia, muitas vezes saímos sem tomar o café da manhã, refeição indispensável e, na hora do almoço acabamos optando por um sanduíche, mas é fundamental que isso não vire um hábito. Restaurantes podem oferecer melhores opções. “Em restaurantes por quilo é importante primeiro observar todas as opções antes de escolher os alimentos. Isso evitará exageros”, sugere a nutricionista. “Comece sempre as refeições por um caprichado prato de saladas, lembrando que quanto mais colorido o prato mais completo será o aporte de vitaminas e minerais. Escolha apenas um tipo de proteína (carne, peixe, frango ou ovo) e um tipo de carboidrato (arroz, macarrão ou batata). As frutas da época são sempre boas opções para a sobremesa, além dos sucos naturais, ricos em vitaminas”, explica.</p>
<p><strong>Alimentação e câncer</strong><br />
O relatório Saúde Brasil 2009, divulgado pelo Ministério da Saúde, revelou que 46,6% dos brasileiros estão acima do peso e que a obesidade tem forte impacto sobre uma das doenças que já se apresenta como a segunda causa de morte no país e no mundo: o câncer. Em 2010-2011, o Brasil terá quase 1 milhão de novos casos: 978.540.</p>
<p>Ainda, de acordo com o Inca, aproximadamente 25% de todas as mortes por câncer estão relacionadas com uma alimentação inadequada e a obesidade. “A relação entre o tipo de câncer e a alimentação é complexa, pois além de incluir diversos tipos de alimentos, deve-se levar em consideração também a forma de preparo e o tamanho das porções consumidas”, esclarece a nutricionista do A. C. Camargo.</p>
<p>Para Natália Leonetti, não há dados que apresentem uma relação direta entre o tipo de dieta e o aparecimento de um linfoma, mas alerta: “Uma alimentação equilibrada em quantidade e qualidade, composta por macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e rica em fibras, vitaminas e minerais (frutas, legumes e verduras, grãos integrais) atua na promoção da saúde como um todo; porém como não foram identificados fatores de risco que possam ser evitados no caso dos linfomas, não há meios de prevenção.</p>
<p>Não há como prevenir, mas há como diagnosticar em estágio inicial, portanto fique atento à alimentação, à saúde e aos sintomas.  Se tiver qualquer dúvida, procure seu médico.</p>
<p>Veja a seguir as dicas para uma alimentação saudável de Natália Leonetti, nutricionista oncológica do Hospital A.C.Camargo:</p>
<p>- <strong>alimentos FLV</strong><br />
O consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) atribuem grande proteção contra o câncer, principalmente os de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, pulmão, pâncreas e próstata. O consumo adequado desses alimentos pode contribuir para a redução de 5-12% dos casos de câncer. FLV são alimentos ricos em vitaminas e minerais que atuam fortalecendo o sistema imune. Também são fontes de substâncias fitoquímicas, que ajudam a proteger o organismo dos danos que podem levar ao câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo diário de pelo menos cinco porções de FLV – em torno de 400 g/dia.</p>
<p>- <strong>fibras</strong><br />
As fibras também são consideradas fator protetor contra o câncer, aumentando o trânsito intestinal, reduzindo o tempo em que substâncias químicas presentes nas fezes permaneçam em contato com o intestino. Alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais e cereais integrais podem reduzir o risco de câncer de intestino em até 40% quando comparados com indivíduos que não consomem fibras.</p>
<p>- <strong>carnes</strong><br />
Já o consumo de carne vermelha e embutidos em excesso pode aumentar o risco de câncer de intestino e possivelmente de estômago e pâncreas. Carnes vermelhas e processadas contêm nitritos e nitratos que são convertidos em nitrosaminas (compostos carcinogênicos). O método de preparo desses alimentos também afeta o risco de câncer. Altas temperaturas, como churrasco, produzem substâncias químicas chamadas aminas heterocíclicas. Essas aminas podem danificar o DNA e aumentar o risco de câncer.</p>
<p>- <strong>álcool</strong><br />
O álcool está associado ao aumento do risco de diversos tipos de câncer: boca, faringe, laringe, esôfago, fígado, mama e intestino, e este risco aumenta independentemente do tipo de bebida.</p>
<p>- <strong>obesidade</strong><br />
De acordo com a OMS, o excesso de peso (sobrepeso e obesidade) é a segunda causa evitável de câncer, atrás apenas do tabagismo. Está associado ao aumento do risco de câncer de esôfago, pâncreas, colorretal, mama (em mulheres na pós menopausa), endométrio, rim e vesícula; além de fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2.</p>
<p>Texto:<em> Cássia Fragata</em></p>
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